A CNV – Comunicação Não Violenta é uma das práticas reconhecidas mundialmente para gerar conexão e superar conflitos.

Marshall Rosenberg é criador da CNV – Comunicação Não-violenta

“Fundador da CNV, Marshall Rosenberg foi um psicólogo norte americano conhecido por implementar uma cultura de paz, seja no âmbito pessoal seja em áreas de grande tensão. Criando conexões de compaixão, resolveu conflitos através de diálogos pacíficos.” Tudosobreconfliltos.com.br

Esta playlist é uma verdadeira AULA de CNV.

Adorei este trecho onde Marshall Rosenberg usa a música para falar de CNV.

Gostei MUITO deste artigo explicando a metáfora da girafa e do chacal para definir o dois tipos de pessoas do ponto de vista da comunicação.

www.flaviavieira.net/single-post/comunicacao-nao-violenta-girafa-e-chacal

Comunicação Não-Violenta e a metáfora da girafa e do chacal

Quando comecei a estudar CNV, assisti primeiramente os vídeos do psicólogo Marshall Rosenberg no YouTube e achei bem intrigante e excêntrico vê-lo com fantoches para falar sobre comunicação não violenta. Foi o primeiro contato que tive com a girafa e o chacal que habita em todos nós. Para mim, fez muito sentido e me permitiu compreender de forma simples, clara e precisa como podemos nos comunicar com o mundo de forma empática ou hostil.

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A CNV se baseia em habilidades de comunicação e linguagem, que possui como foco principal a conexão autêntica entre as pessoas, preservando a nossa capacidade de continuarmos humanos. Ela nos ajuda a preservar a consciência do que estamos percebendo, sentindo e desejando enquanto nos comunicamos. A esse processo damos o nome de comunicação consciente ou compassiva, por ser sustentada pela honestidade e empatia, com si mesmo e com o outro. Marshall decidiu usar a metáfora da girafa e do chacal para explicar como as nossas palavras, ações e intenções podem contribuir para a vida ou nos distanciar dela. À medida que escolhemos expressar nossas necessidades pela via do coração ou do julgamento, optamos por ser “girafa” ou “chacal.”

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A girafa é o mamífero terrestre com o maior coração. Seu longo pescoço oferece proteção ao permitir que ela possua a habilidade de ver longe no futuro, de alcançar coisas que são inatingíveis para outros e de permanecer fora de intrigas. Para que o sangue suba até a cabeça da girafa, seu coração tem que ser 43 vezes mais forte do que o do ser humano. Com um coração assim tão forte, a girafa ilustra na CNV a linguagem do coração, uma forma de se comunicar com o olhar mais amplo para as situações, desprovido de juízo de valor, apenas observando com empatia e uma conexão afetuosa. O propósito da linguagem girafa é criar uma qualidade de conexão para que possamos DAR (expressar as necessidades de forma compassiva e harmoniosa) e RECEBER (estar na presença das emoções negativas do outro, sem ser atravessado por elas, permanecendo em postura compassiva). Assim, escutar a dor do outro de maneira empática, ajuda a compreender o que está presente, para além da sujeira da mente da pessoa.

O chacal é um animal predador, agressivo, pertencente à família das raposas. Possui um uivo que pode ser bastante incômodo para as pessoas, pois o som lembra um grito alto ou uma sirene. A metáfora do chacal representa o olhar raso sobre as coisas, a comunicação com pouca conexão, pouca amplitude e pobre de compreensão. É uma linguagem que bloqueia a conexão entre as pessoas, assumindo a forma de julgamento moralista, uma comunicação focada em avaliar o que está certo ou errado, o que é bom ou mau, correto ou incorreto. O objetivo da linguagem chacal é criticar, julgar, achar que sabe o que está acontecendo dentro do outro, interferindo em sua autopercepção. Neste tipo de linguagem, muitas vezes nos portamos como vítimas e insistimos para que nossas necessidades sejam atendidas, sem considerar as necessidades do outro, tornando-se uma comunicação pautada na exigência e desprovida de empatia. Assim, a motivação da linguagem chacal acaba sendo o medo, a culpa, a vergonha, o dever, a recompensa, a punição. E essa comunicação conduz normalmente a formas de relacionamento mais desgastantes, mais divergentes e mais hostis.

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A CNV nos convida à reflexão:

  • Em nosso processo de comunicação, em que situações somos motivados pela linguagem girafa e pela linguagem chacal?
  • Quando nos expressamos, levamos em consideração as necessidades e sentimentos do outro ou focamos apenas em nós mesmos?

Para Marshall Rosenberg, somos seres naturalmente compassivos, mas que fomos aprendendo a nos comunicar com violência visível e invisível, onde o julgamento tomou o lugar da empatia, onde as nossas necessidades se tornaram mais importantes que a do outro. A CNV é uma proposta que nos convida a resgatar a amorosidade e o desejo genuíno pelo bem comum, é a comunicação a serviço da vida. O que o autor nos propõe com a CNV é “uma vida com compaixão, um fluxo entre si e os outros, com base numa entrega mútua, do fundo do coração.” Essa entrega pelo coração enriquece a conexão interpessoal, beneficiando quem doa e quem recebe. É a linguagem girafa, ajudando a silenciar o nosso chacal, fazendo brotar amorosidade, acolhimento, honestidade e empatia na relação.

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